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Abordagem Prática para Síncope no Pronto-Socorro: O Acrônimo RED-SOS

Síncope no Pronto-Socorro: Como Manejar com Segurança e Eficiência? A síncope é um desafio comum no PS, mas como diferenciar causas benignas de condições graves? 🚨 No nosso novo post, apresentamos o acrônimo RED-SOS

Camila Negreiro Dias

2/21/20252 min read

A síncope é definida pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) como uma perda transitória de consciência devido à hipoperfusão cerebral, caracterizada por um início rápido, curta duração e recuperação completa espontânea

Condição comum no pronto-socorro (PS), a síncope representa cerca de 0,6% a 3% de todas as visitas. Apesar de sua frequência, ainda não há uma estratégia de manejo amplamente aceita. O artigo propõe um acrônimo prático, RED-SOS, para guiar os médicos no manejo de pacientes com síncope no PS:

  1. Reconhecer a Síncope: Distinguir síncope de outras causas de perda transitória de consciência (TLOC), como quedas e convulsões. A descrição do episódio pelo paciente ou testemunhas é crucial.

    • Síncope vs. Quedas: Em idosos, quedas devem ser tratadas como síncope até prova em contrário.

    • Síncope vs. Convulsões: Fatores como mordida lateral da língua, aumento de lactato e CPK ajudam a diferenciar.

Importante: nem o EEG nem a imagem neurológica (RM, tomografia computadorizada ou ultrassom vascular) têm qualquer benefício clínico adicional para um diagnóstico diferencial em relação a uma boa anamnese!

  1. Excluir Condições de Risco de Vida: Identificar condições como síndromes aórticas agudas, embolia pulmonar, arritmias graves e hemorragias. O ECG é essencial para detectar arritmias e isquemia.

  2. Diagnosticar e Estratificar o Risco: Após excluir condições graves, o próximo passo é fazer um diagnóstico presuntivo e estratificar o risco de eventos adversos.

    • História e Exame Físico: Idade, história de doença cardíaca e características do episódio ajudam a diferenciar causas cardíacas de não cardíacas.

    • ECG e ECO : Achados como bloqueio AV de alto grau ou taquicardia ventricular sugerem causas cardíacas

  3. Observar: Pacientes com risco intermediário podem se beneficiar de um período de observação com monitoramento cardíaco, especialmente nos primeiros 12 horas.

  4. Definir o Local de Cuidado:

    • Pacientes de Baixo Risco: Podem ser liberados com orientações e acompanhamento ambulatorial.

    • Pacientes de Alto Risco: Devem ser internados para investigação e tratamento adicionais, pelo menos 12h de monitorização

Conclusão: O RED-SOS (Reconhecer ; Excluir condições com risco de vida; Diagnosticar e Stratify; Observar; Setting of care ) é uma ferramenta mnemônica útil para guiar o manejo da síncope no PS, focando na exclusão de condições graves e na estratificação de risco. A abordagem proposta visa reduzir a variabilidade no manejo e melhorar os desfechos dos pacientes.

Dica Clínica: Em pacientes jovens com síncope vasovagal, manobras de contração isométrica dos membros podem abortar episódios iminentes!

Para mais detalhes, confira o artigo completo!

FURLAN, L. et al. Syncope in the Emergency Department: A Practical Approach. Journal of Clinical Medicine, v. 13, n. 3231, 2024. Disponível em : https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11172976/Acesso em:19 de fevereiro de 2025.